Rejeite uma Liderança Frágil

 

Fragilidade não combina com liderança. O próprio conceito de liderança implica em termos atitudes firmes em nossas vidas


Autor: Márcia Ribeiro

 

Fragilidade não combina com liderança. O próprio conceito de liderança implica em termos atitudes firmes em nossas vidas. Vamos compartilhar alguns aspectos que caracterizam uma liderança frágil.
Identifique problemas e resolva-os
Resolver problemas é uma necessidade do líder. Grandes problemas devem ser levados para os pastores, mas há certos problemas que o líder pode perfeitamente resolver, se ele se dispuser. Todavia, antes de resolvê-los, é preciso identificá-los. Problema é tudo o que interfere na vida normal da célula e que impede o propósito de ser alcançado. Lembre-se: o líder é sempre um resolvedor de problemas.

 

Nunca desanime

Alguns líderes so-frem da síndrome do desânimo. Qualquer situação é o suficiente para colocá-los para baixo. O grande problema do desânimo é andar com base nas emoções. Para venceressa circunstância, ande em linha com a Palavra de Deus. Aprenda a confessá-la diariamente. Coloque a Palavra na sua mente, coração e boca. A Palavra é vida para sua alma e força para a sua liderança.

 

Não seja passivo

Passividade é ter uma atitude indiferente diante das circunstâncias. Quando o líder é passivo, ele compromete seriamente os resultados da célula. Quando os resultados são negativos, ele tende a simplesmente aceitá-los, não demonstrando nenhuma crise. Isso é péssimo! A crise é importante porque nos leva a buscar mais ao Senhor. Quando os resultados são positivos, ele age como se tudo fosse normal: não celebra e nem engrandece o nome do Senhor. Celebrar traz vida, novo vigor, fortalecendo os vínculos e aumentando a fé. Aprenda uma coisa: choro e alegria fazem parte dos frutos.
Quem sai chorando enquanto semeia, voltará com júbilo, trazendo os seus frutos (Sl 126.6)

 

Capacite-se constantemente

Um líder pode até iniciar sua liderança de maneira frágil. O que não pode é ser um líder frágil. Não consideramos a experiência como requisito para alguém ser um líder de célula. O que queremos é motivar o líder a abandonar atitudes erradas — que caracterizam uma liderança frágil — e desenvolver o seu potencial de liderança. Capacitar-se implica em uma iniciativa do próprio líder. Procure conhecer melhor o seu público, as suas ovelhas. Saiba quais são suas características, seus perfis, suas preferências. Aprimore a capacidade de comunicar-se com elas. Desenvolva a prática da leitura e aprenda princípios de liderança com outros líderes. Um líder que não lê é um líder medíocre.

 

Relacione-se de forma saudável

Antes de nossa conversão, éramos egoístas. Todos os nossos relacionamentos tinham como base a satisfação do nosso ego. O nosso velho homem fazia questão de estar no centro. Depois que nascemos de novo, Jesus passou a ocupar o centro de nossas vidas. Todavia, Ele não assume essa posição na força ou por direito adquirido. Ele espera que renunciemos a posição de estar no centro e concedamos a Ele esse lugar de honra.
Essa renúncia se manifesta mediante os relacionamentos que desenvolvemos no Corpo de Cristo. O discipulado é o meio que Deus providenciou para nos tirar do centro, olharmos à nossa volta e enxergarmos os outros. É no discipulado que aprendemos a amar, compreender, ceder e oferecer ao invés de exigir; a solucionar em vez de murmurar; a ser parte da solução e não do problema.
Nos relacionamentos conquistamos autoridade
Devemos aprender a nos submeter à autoridade que Deus colocou sobre nossas vidas. Quando nos submetemos à nossa liderança direta, estamos nos submetendo Àquele o constituiu. Muitos estão em busca de autoridade para liderar, mas poucos se dispõem a se submeter. Todavia, é exatamente na submissão que conquistamos autoridade para liderar. Deus só confia autoridade àqueles que aprendem a se submeter a ela.

 

O relacionamento é uma troca de vida

Alguns líderes encaram o discipulado de maneira natural e não valorizam o relacionamento com o discipulador e com os outros líderes. Agem assim por não compreenderem a importância dos relacionamentos. Ao nos relacionarmos uns com os outros, liberamos a vida de Deus que está em nós. Não encare a reunião do discipulado apenas como uma reunião de relatórios, mas como oportunidade para ser ministrado com vida. Faça o mesmo com a célula. As crianças precisam receber vida e também são instrumentos de Deus para liberá-la. Valorize a comunhão, o compartilhar, o ouvir e o falar. Jesus gastou os três anos de Seu ministério no discipulado porque valorizava de fato Seus relacionamentos.
Não espere ser honrado, honre!
Aprenda a honrar os que estão sobre você. Ao honrá-los, você honrará a Deus e, com certeza, Deus o honrará. Honrar é mais que fazer um evento para honra. Honrar é você se relacionar com sua liderança de maneira honrosa. É servir com amor, sendo fiel em palavras e ações, sem fingimentos, mas com transparência. É também frutificar. A melhor maneira de honrar nossos líderes é com frutos!