Festa Junina

Fonte: http://apdavidrosa.wordpress.com/estudos/

FESTA JUNINA – CRISTÃ OU PAGÃ?

 

INTRODUÇÃO

“Quanto a ti, pois, ó filho do homem, Eu te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca e lhe darás o aviso da minha parte” (Ezequiel 33:7).

Cumprindo a ordenança do nosso Deus, estamos denunciando o perigo das Festas Juninas. É tempo de conhecermos a verdade e assim, sermos libertos das amarras e os enganos do inimigo. Porém, vale lembrar que os maiores envolvidos nesta trama são exatamente as crianças. Os argumentos usados pelo diabo são extremamente fortes e precisaremos de muita sabedoria para não deixar as crianças se envolverem com esta contaminação. Mas, cremos que os pais, servos de Deus têm a mente de Cristo e com certeza, receberão a estratégia certa para salvar seus filhos da corrupção que cada dia aumenta, de uma maneira impressionante.

ORIGEM

As Festas Juninas situam–se no ciclo junino, no período de 13 a 29 de junho. Pesquisando a origem dessas festas, elas remontam um tempo muito antigo, anterior a nossa era cristã. Segundo, o livro O RAMO DE OURO, de sir James George Frazer, no mês de junho, tempo do solstício de verão no Hemisfério Norte, antigas civilizações como: celtas, bascos, bretões, egípcios, assírios, greco-romanas, entre outras, homenageavam os deuses da colheita com grandiosas fogueiras, cantorias e danças, nos chamados rituais de invocação de fertilidade para estimular o crescimento da vegetação, promover a fartura nas colheitas e trazer chuvas. Ferônia, deusa dos cultos agrários do centro da Itália, era reverenciada com fogueiras e os predestinados caminhavam sobre suas brasas. Uma das ramificações desta adoração a Ferônia é a Festa de Halloween.

Cristianizando uma festa pagã

Os rituais de fertilidade perduraram através dos tempos. Na era cristã, mesmo que fossem considerados pagãos, não era mais possível acabar com eles. Segundo Frazer é por esse motivo que a Igreja Católica, em vez de condena-los, os adapta às comemorações do dia São João, que teria nascido em 24 de junho, dia do solstício na Europa. Assim, os festejos do solstício de verão foram adaptados à cultura local. Exemplo disso é que em Portugal foi incluída a festa de Santo Antonio de Pádua ou de Lisboa, em 13 de junho. E, lamentavelmente, a tradição cristã completou o ciclo com os festejos de São Pedro e São Paulo, ambos apóstolos de maior importância, homenageados em 29 de junho.

No Brasil

Mesmo que no Brasil essa época marcasse o início do inverno, ela coincidia com a realização dos rituais mais importantes para os povos que aqui viviam, referentes às colheitas e à preparação dos novos plantios. O período que vai de junho a setembro é até a época de seca em muitas regiões do Brasil, quando os rios estão baixos e o solo pronto para o plantio. Para as comunidades indígenas o ato de atear fogo servia para: limpar o mato, fertilizar o solo e principalmente espantar os maus espíritos. Houve, portanto, coincidência entre o propósito católico de atrair os índios ao convívio missionário e as práticas rituais indígenas, simbolizadas pelas fogueiras das Festas Juninas.

FOGUEIRAS

O mestre folclorista brasileiro Renato Almeida, em sua obra Manual de Coleta Folclórica, assim se expressa: “O fogo é purificador e a chama símbolo da ascensão da prece ou da própria alma ao céu. Daí sua importância nos cultos, particularmente no católico, com toda a simbologia das velas, das lamparinas e das tochas. O fogo é abençoado nas cerimônias pascais. É protetor mágico, pois tem o poder de afastar monstros noturnos, pelo que selvagens e primitivos caminham de noite com tições em chama. É propiciatório e os festivais ígneos são dos mais velhos costumes da humanidade, onde muitas vezes se sacrificam homens e animais no fogo”.

“… O fogo se associa aos ritos agrários, em numerosas cerimônias relativas à fecundação, não só no reino vegetal, como no animal. As fogueiras, por exemplo, foram feitas como fertilizantes dos campos, onde tições eram plantados ou levados processionalmente. As nossas de São João e de outros Santos representam a cristianização dos ritos”, conclui o folclorista.

O fogo acompanha a vida do ser desde os primórdios da humanidade e está relacionado, entre outros, com um sentido mágico, pois é uma das poderosas forças do universo. Sendo o fogo elemento tão importante na vida do homem, consegue-se compreender o quanto as crianças e adultos sentem-se atraídos pelas fogueiras acesas no Ciclo Junino.

A fogueira era uma maneira de certos povos do hemisfério Norte comemorarem a chegada da época das colheitas e o dia 24 de junho coincidia com o solstício do verão. Segundo alguns: “para eles a fogueira representava a fixação e a conservação da força do sol, um espantalho para as calamidades e os demônios”.

A brincadeira de “pular a fogueira” faz parte da tradição, sendo considerada um gesto, que traz sorte, principalmente no amor. Outro aspecto tradicional é caminhar descalço sobre as brasas. É um agrado ao santo, que não deixa os pés dos seus devotos queimados. Mas os devotos avisam: a fogueira não pode ser de pneu, tem que ser de lenha, madeira comum e só deve caminhar sobre as brasas quem tiver fé no Santo. A fogueira centraliza a festa e, mesmo depois de extinta, os namorados, de mãos dadas, ainda pulam por cima de suas brasas.

QUADRILHA

Também chamada de quadrilha caipira ou de quadrilha matuta é muito comum nas festas juninas. Consta de diversas evoluções em pares e é aberta pelo noivo e pela noiva, pois a quadrilha representa o grande baile do casamento que hipoteticamente se realizou. Esse tipo de dança (quadrille) surgiu em Paris no século XVIII, tendo como origem a contredanse française, que por sua vez é uma adaptação da country danse inglesa, segundo os estudos de Maria Amália Giffoni.

A quadrilha foi introduzida no Brasil durante a Regência e fez bastante sucesso nos salões brasileiros do século XIX, principalmente no Rio de Janeiro, sede da Corte. Depois desceu as escadarias do palácio e caiu no gosto do povo, que modificou suas evoluções básicas e introduziram outras, alterando inclusive a música.

A sanfona, o triângulo e a zabumba são os instrumentos musicais que em geral acompanham a quadrilha. Também são comuns a viola e o violão.

O marcador, ou “marcante”, da quadrilha desempenha papel fundamental, pois é ele que dá a voz de comando em francês não muito correto misturado com o português e dirige as evoluções da dança. Hoje, dança-se a quadrilha apenas nas festas juninas e em comemorações festivas no meio rural. A quadrilha é mais comum no Brasil sertanejo e caipira, mas também é dançada em outras regiões de maneira muito própria, caso de Belém do Pará, onde há mistura com outras danças regionais. Ali, há o comando do marcador e durante a evolução da quadrilha dança-se o carimbó, o xote, o siriá e o lundum, sempre com os trajes típicos.

Bumba-meu-boi

Dança dramática presente em várias festividades, como o Natal e as festas juninas, o bumba-meu-boi tem características diferentes e recebe inclusive denominações distintas de acordo com a localidade em que é apresentado: no Piauí e no Maranhão, chama-se bumba-meu-boi; na Amazônia, boi-bumbá; em Santa Catarina, boi-de-mamão; no Recife, é o boi-calemba e no Estado do Rio de Janeiro, folguedo-do-boi.

O enredo da dança é o seguinte: uma mulher chamada Mãe Catirina, que está grávida, sente vontade de comer língua de boi. O marido, Pai Francisco, resolve atender ao desejo da mulher e mata o primeiro boi que encontra. Logo depois, o dono do boi, que era o patrão de Pai Francisco, aparece e fica muito zangado ao ver o animal morto. Para consertar a situação, surge um curandeiro, que consegue ressuscitar o boi. Nesse momento, todos se alegram e começam a brincar.

Os participantes do bumba-meu-boi dançam e tocam instrumentos enquanto as pessoas que assistem se divertem quando o boi ameaça correr atrás de alguém. O boi do espetáculo é feito de papelão ou madeira e recoberto por um pano colorido. Dentro da carcaça, alguém faz os movimentos do boi.

Lundu (lundum / londu / landu)

De origem africana, o lundu foi trazido para o Brasil pelos escravos vindos principalmente de Angola. Nessa dança, homens e mulheres, apesar de formar pares, dançam soltos.
A mulher dança no lugar e tenta seduzir com seus encantos o parceiro. A princípio ela demonstra certa indiferença, mas, no desenrolar da dança, passa a mostrar interesse pelo rapaz, que a seduz e a envolve. Nesse momento, os movimentos são mais rápidos e revelam a paixão que passa a existir entre os dançarinos. Logo o cavalheiro passa a provocar outra dama e o lundu recomeça com a mesma vivacidade.

O lundu é executado com o estalar dos dedos dos dançarinos, castanholas e sapateado, além do canto acompanhado por guitarras e violões. Em geral a música é executada como compasso binário, com certo predomínio de sons rebatidos.

Essa dança é típica das festas juninas nos estados do Norte (como parte da quadrilha tradicional e independente desta), Nordeste e Sudeste do Brasil.

Cateretê

Dança rural do Sul do país, o cateretê foi introduzido pelos jesuítas nas comemorações em homenagem a Santa Cruz, São Gonçalo, Espírito Santo, São João e Nossa Senhora da Conceição. É uma dança bastante difundida nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e também está presente nas festas católicas do Pará, Mato-Grosso e Amazonas.
Nas zonas litorâneas, geralmente é dançado com tamancos de madeira dura. No interior desses estados, os dançarinos dançam descalços ou usam esporas nos sapatos. Em algumas cidades o cateretê é conhecido como catira.

Em geral, o cateretê é dançado apenas por homens, porém em alguns estados, como Minas Gerais, as mulheres também participam da dança. Os dançarinos formam duas fileiras, com acompanhamento de viola, cantos, sapateado e palmas. Os saltos e a formação em círculo aparecem rapidamente. Os dançarinos não cantam, apenas batem os pés e as mãos e acompanham a evolução. As melodias são cantadas por dois violeiros, o mestre, que canta a primeira voz, e o contramestre, que faz a segunda.

A MISTURA

A adoração aos deuses pagãos foi difundida principalmente pelos legionários romanos, chegando assim a Portugal. Com o advento do cristianismo, recebeu nova roupagem, substituindo–se os deuses pelos santos do catolicismo romano. Comemoradas no Brasil desde o século XVI e trazidas pelos portugueses, as festas juninas sofreram adaptações, com costumes novos agregados aos antigos. Mesclando ritos pagãos e cristãos, têm um importante papel no calendário folclórico, apresentando características diversas, de acordo com cada região do País. Os Santos Padroeiros do Ciclo Junino são comemorados de formas distintas nas seguintes datas do mês de junho: 13 – Santo Antônio; 24 – São João; 29 – São Paulo e São Pedro. Conforme orientações da Igreja Católica, os “santos devem ser cultuados na igreja, de acordo com a tradição, pois as Festas dos Santos Juninos pregam as maravilhas de Cristo operadas em seus servos e mostram os exemplos a serem seguidos”. Indo assim totalmente contra ao que diz a Palavra de Deus: “Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20:3). Os presságios (sortes e crendices) que caracterizam as festas juninas, geralmente versam sobre casamento, amor, felicidade, viagens ou mortes. Estas adivinhações, ainda vivas no Brasil, são reminiscências vivas, indiscutíveis e verdadeiras dos cultos agrários em convergência para uma tradição cristã.

Nos parece óbvio não comemorar as festas juninas, mas muitos cristãos, por não conhecerem sua origem e os seus objetivos, participam de tais festividades, incentivam seus filhos a participarem, além de acreditarem que a igreja deveria comemorar tais celebrações. Alguns, apenas por cultura, esquecendo-se que a palavra Cultura tem a sua raiz na palavra “culto”, e, neste contexto, culto a deuses pagãos.

O QUE A BÍBLIA DIZ?

“… não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor” (Deuteronômio 18:8 a 12).

“Ai dos filhos rebeldes, diz o Senhor, que tomam conselho, mas não de mim; e que fazem aliança, mas não pelo meu espírito, para acrescentarem pecado a pecado; que se põem a caminho para descer ao Egito, sem pedirem o meu conselho; para se fortificarem com a força de Faraó, e para confiarem na sombra do Egito! Portanto, a força de Faraó se vos tornará em vergonha, e a confiança na sombra do Egito em confusão” (Isaías 30:1 a 3).

“Não se juntem com os descrentes para trabalharem com eles. Como é que o certo e o errado podem ser companheiros? Como podem viver juntas a luz e a escuridão? Como podem Cristo e o diabo estar de acordo? O que é que um cristão e um descrente têm em comum? Que relação pode haver entre o Templo de Deus e os ídolos pagãos? Pois nós somos o templo do Deus vivo” (2Coríntios 6:14 a 16).

“Porque a rebeldia é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a iniqüidade de idolatria, e culto a ídolos do lar” (1Samuel 15:23a).

“Os ídolos das nações são prata e ouro, obra das mãos dos homens; têm boca, mas não falam; têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem; nem há sopro algum na sua boca. Semelhantemente a eles se tornarão os que os fazem, e todos os que neles confiam” (Salmos 135:15 a 18).

NOSSA POSIÇÃO

Como igreja não podemos aceitar qualquer tipo de celebração pagã, por qualquer pretexto, como festas juninas, “country”, natal, pois todas caminham com as mesmas bases. Houve um tempo que não conhecíamos a verdade, pouco se falava sobre estes assuntos. Mas as vendas caíram. A luz chegou e agora as trevas têm que sair. Somos povo de Deus e precisamos agir como tal. A Bíblia nos ensina que devemos agradecer a Deus pela colheita, comemorando com festas sim, para isso foi estabelecido as Festas Bíblicas como neste caso a Festa do Pentecostes.

David Rosa Filho

Apóstolo e Mestre

Colaboração da:

Profeta Eliana Garcia.